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sábado, 5 de fevereiro de 2011

CR2 Empreendimentos Imobiliarios Sa

Business Description:

CR2 Empreendimentos Imobiliarios SA is a Brazil-based real estate company, focused on the acquisition, development, investment and incorporation of real estate. The Company is also engaged in the participation in other societies and consortiums, as a shareholder, partner or associate. Its business model is based in partnerships with local constructors and contractors, in which it detains control. As of December 31, 2009, the Company invested in such companies as Cimol Empreendimentos Imobiliarios, CR2 Americas Empreendimentos SA, CR2 Cabucu Empreendimentos Ltda, CR2 Empreendimentos SPE- 9 Ltda and CR2 Empreendimentos SPE- 12 Ltda, among others.


Ticker:CRDE3Country:BRAZIL
Exchanges:SOPMajor Industry:Construction
Sub Industry:Home Builders
2009 Sales300,099,000
(Year Ending Jan 2010).
Employees:35
Currency:Brazilian RealsMarket Cap:332,181,000
Fiscal Yr Ends:DecemberShares Outstanding:46,136,250
Share Type:ORDINARIAClosely Held Shares:21,074,881

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Brasil Ecodiesel anuncia negociação para fusão com Maeda

A Brasil Ecodiesel e a Maeda anunciaram nesta segunda-feira que estão em negociação para a fusão das atividades, de acordo com comunicado.
A informação foi divulgada após forte alta registrada pela ação da Ecodiesel na última sexta-feira.

"A administração da (Brasil Ecodiesel) comunica ao mercado que a relação de troca ora em discussão, e sujeita à aprovação das companhias e confirmação por instituição avaliadora, é de aproximadamente 3,6395 ações da Maeda para cada ação da Brasil Ecodiesel, o que implica atribuir à Maeda um valor econômico de aproximadamente 320 milhões de e cerca de 33 por cento da sociedade resultante da combinação", segundo a nota.
As empresas pretendem concluir as negociações até 31 de dezembro de 2010.


fonte: xp investimentos

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Hotéis Othon SA - HOOT4

Hotéis Othon SA - HOOT4
Cuidado com a pirita! Brilho falso pode enganar investidores
No dia 2 de outubro deste ano, o Rio de Janeiro foi escolhido como a sede da Olimpíada de 2016. Quase que imediatamente, ações de empresas que poderiam se beneficiar do evento começaram a subir na bolsa de valores. Empresas de aluguéis de veículos, construtoras, incorporadoras, companhias áreas, concessionárias de rodovias e empresas ligadas ao turismo e com empreendimentos no Rio de Janeiro foram as principais. Em praticamente todos os fóruns de discussão na internet sobre ações, o raciocínio foi muito simples: se a Olimpíada vai acontecer no Rio em 2016, as empresas que lidam com turismo, construção e transportes na cidade deverão lucrar. Logo, pela conclusão dos participantes dos fóruns, vale a pena comprar ações dessas empresas – todas elas.
No entanto, pouca ou nenhuma análise fundamentada em dados reais foi feita na hora de se chegar a essa conclusão. Em alguns casos, a euforia pela escolha do Rio como sede superou a realidade e até empresas com grandes dificuldades foram agraciadas com altas expressivas, mesmo sem a existência de notícias que deem bons sinais sobre o futuro dessas empresas. Ações de baixa liquidez, ou seja, pouco negociadas no pregão, também tiveram valorizações expressivas. Pegue o exemplo das ações da rede de hotéis Othon (HOOT4).

Olhando do ponto de vista das perspectivas do setor, a rede Othon tem tudo para ser, sim, uma grande beneficiada com a realização da Olimpíada. Fundada em 1943, a empresa foi a primeira do setor de hotelaria a negociar suas ações na bolsa de valores e é uma das mais tradicionais redes do País. Hoje, a empresa possui 26 hotéis, sendo 7 apenas na cidade do Rio de Janeiro, 14 distribuídos pelo Brasil e 5 estabelecimentos no exterior. Ou seja, está muito bem localizada para aproveitar tanto o fluxo de turistas que virão para a Copa do Mundo de 2014 como para a Olimpíada de 2016. Recentemente, a empresa reformulou seu portal na internet para estabelecer um canal de vendas virtual.
Para o setor hoteleiro como um todo, as notícias também são muito positivas. De acordo com o Ministro do Turismo, Luiz Barretto, será criada uma linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinada, especificamente, para a construção de novos hotéis ou reforma de estruturas já existentes. Essa linha terá entre R$250 milhões e R$300 milhões em recursos. O financiamento irá oferecer condições especiais para pequenas e médias empresas e terá juros mais baixos, de acordo com Barreto. O anúncio foi realizado antes da escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016, pois, com a Copa do Mundo, já havia a necessidade de ampliar o parque hoteleiro nacional. “Estamos discutindo diversas opções de construção e reforma do parque hoteleiro que garantam sustentabilidade ambiental e econômica para as cidades”, comenta o ministro.
No caso específico do Rio, a cidade dispõe, hoje, de 28 mil quartos de hotéis. O Comitê Olímpico Internacional exige que sejam disponibilizados 46 mil quartos para os visitantes e atletas durante os jogos. O dossiê da candidatura carioca mostrou que seriam ofertados 49,75 mil quartos, oferecidos em hotéis, transatlânticos e vilas olímpicas. E, nos últimos 25 anos, os principais investimentos em hotelaria foram feitos em São Paulo e no nordeste, e não no Rio de Janeiro, ou seja, há a necessidade de se investir especificamente na cidade para dar conta da demanda projetada. Além disso, em 2009, iniciou-se um movimento de concentração no setor com vários negócios envolvendo a venda de redes menores de hotéis para grandes grupos nacionais e estrangeiros. A Othon, com sua rede, poderia ser alvo da aquisição de um grupo que quisesse aproveitar a infraestrutura já existente para lucrar com o aumento do fluxo de turistas durante a Copa e Olimpíada.
Devido a esses fatores, as ações da rede Othon, que junto da InvestTur são os dois únicos papéis do setor de hotelaria e turismo negociados na Bovespa, tiveram um desempenho acima da média nos dias do anúncio dos jogos no Rio. No dia, houve 2.251 negócios com papéis da Othon na Bovespa, com uma valorização de 77,78% e, no dia útil seguinte (5 de outubro), foram realizados 903 negócios, com uma valorização de 14,06%.
Até o fim de outubro, as ações da HOOT4 apresentavam uma valorização de 120,00% contra 52,93% do Ibovespa. Só na primeira quinzena do mês, essa valorização foi de 91,7%. No entanto, em apenas outras 16 ocasiões, no período entre 15 de outubro de 2008 e 15 de outubro de 2009, houve mais de cem negócios com o papel na bolsa. No dia 5 de outubro, questionada pela Bovespa se havia algum fato extraordinário que justificasse o aumento fora do normal da movimentação do papel, a diretoria de relações com os investidores da Othon afirmou que não havia fato algum, ou seja, toda a negociação do papel estava baseada em especulação.
O desempenho da empresa também não mostra razão lógica para investir em suas ações. Desde 2000, a Othon tem prejuízo líquido em suas operações. O patrimônio líquido da empresa é negativo, ou seja, todos os seus ativos (terrenos, instalações e dinheiro em caixa) somados têm valor inferior ao das dívidas totais da empresa. E esse número cresceu nos nove primeiros meses de 2009 em relação ao mesmo período de 2008. De um patrimônio negativo de R$44,1 milhões em setembro de 2008, ele havia passado para R$63 milhões em 2009. No entanto, considerando-se a relação dívida bruta/patrimônio líquido, houve uma melhora de 35,2% para 20,2%.

Jogo de apostas
Para Andrés Taihei Fuentes Kikuchi, analista da Link Investimentos, o movimento das ações dos Hotéis Othon mostra um lado da bolsa que sempre existirá, que é o gambling (do inglês apostar). “Sempre existirá a pessoa que não é investidor, mas que quer ganhar dinheiro apenas nas oscilações”, explica Kikuchi. Na opinião do analista, o investidor que deseja comprar ações para se tornar dono de um pedaço da empresa e ganhar com o seu crescimento deve olhar os balanços publicados, os resultados e relatórios divulgados, ver se a empresa tem canais de comunicação abertos com os investidores, clientes e imprensa (o que mostra a transparência na condução do negócio) e acompanhar as notícias. “É necessário investir em conhecimento para poder fazer boas escolhas”, comenta Kikuchi. No caso da Othon, por exemplo, o analista comenta que houve a criação de um racional para o rali: “A Olimpíada será no Rio, virá muita gente à cidade e a Othon está no Rio, então, vou comprar”, o que não é um racional de verdade, amparado em fundamentos: “É uma empresa quebrada com uma dívida gigantesca”, adverte.

Paulo Esteves, analista-chefe da Gradual Investimentos, afirma que não faz sentido investir em uma empresa com um patrimônio líquido negativo e altamente endividada: “Não basta ela ser favorecida em um determinado momento se não tem bons fundamentos. O evento em si não é motivo para investir”. Esteves cita outras duas empresas que também tiveram altas expressivas na bolsa após a divulgação da escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos e que não possuem razões suficientes que justifiquem esse desempenho: a Sergen Serviços Gerais de Engenharia (SGEN4) e a Tecnosolo (TCNO4).
Para o professor Ronaldo Borges da Fonseca, da SG Invest Financial School, detectar empresas que são alvo de especulação na bolsa requer um pouco de experiência por parte do investidor em relação aos movimentos de mercado. Por isso, é necessário prestar atenção quando empresas sem bons números ou com histórico de poucos negócios estão subindo muito. “Ações com baixa liquidez são mais fáceis de serem manipuladas”, explica. O professor acredita que o investidor não pode tomar sua decisão baseado nos fóruns de discussões que existem em profusão na internet: “Esses investidores não são especialistas, têm interesses próprios e fazem comentários que apenas contribuem para seu benefício pessoal”.

Informação e transparência
O professor Ronaldo Fonseca afirma que o investidor, ao adquirir ações de uma empresa, está assumindo o risco do segmento econômico em que ela está inserida. Além disso, ele recomenda que o investidor olhe principalmente a geração de caixa, o retorno via dividendos, ou lucro por ação, e o potencial de crescimento da empresa. Para saber mais sobre uma determinada empresa ou setor, o professor recomenda que o investidor busque informações: “Normalmente, as corretoras têm economistas e analistas dedicados a acompanhar cada setor da economia e que fazem avaliações técnicas que podem auxiliar a tomada de decisão”. Outra dica é acompanhar o noticiário econômico.
Para Paulo Esteves, o investidor deve olhar dois pontos principais para se decidir por um papel: em primeiro lugar, ele acredita que a empresa deve apresentar uma liquidez mínima na bolsa, ou seja, que seja fácil comprar ou vender o papel. Em segundo lugar, ele diz que é necessário para a empresa ter um bom padrão de governança corporativa. “A pessoa deve entrar no site da empresa e ver se há uma área dedicada a dar informações aos investidores, como: a divulgação de balanços, dados sobre a organização, apresentações, entre outros”, comenta. Segundo Esteves, ter liquidez e transparência dá mais segurança para o investidor: “Se não tem isso, é preocupante”.

Além dessas duas precauções básicas, o analista ainda afirma que o investidor tem de trabalhar para conhecer mais a empresa. Para ele, o investidor deve ler os balanços, acompanhar as notícias, ler os comentários sobre os balanços feitos pelos auditores, enfim, informar-se. “Informação é a vantagem competitiva do investidor pessoa física”, acredita. Para aqueles que não têm tempo, conhecimento ou condições de fazer isso, Esteves recomenda que apliquem seu dinheiro ou em fundos de ações ou em clubes de investimento, em que profissionais da área deem as recomendações de onde alocar recursos.
No caso da Othon, o contador responsável pela análise do balanço listou 17 pontos de atenção no relatório do 2T09. Em 8 deles dizia “não foi possível satisfazermo-nos com as explicações dadas”, ou seja, quando questionada, a Othon não deu respostas satisfatórias. Em 4 itens, o contador afirma não ter recebido os documentos pedidos e, em 2 casos, não houve registro de provisões para eventuais perdas decorrentes de ações judiciais. A empresa foi procurada pela InvestMais, mas declinou dos convites para entrevistas, ou seja, a compra de ações dela não está fundamentada em ponto algum, seja ele financeiro ou de relacionamento.

Hotéis Othon
Dados
9/2008
12/2008
9/2009
18/11/2009
Preço / Lucro
-3,9
-1,9
-3,4
-5,5
Preço / Valor Patrimonial
-1,0
-0,7
-1,0
-1,7
Price Sales Ratio
0,5
0,4
0,7
1,1
Dividend yield




Valor de Mercado
45,9 M
38,6 M
66,1 M
108,4 M
Divida Bruta / Patrimônio Líquido
35,2%
-28,7%
-20,2%

Dividendo / Ação US$





Balanço
Dados
9/2008
12/2008
9/2009
Ativo Total
413,8 M
410,1 M
407,2 M
Patrimônio Líquido
-44,1 M
-53,0 M
-63,0 M
Receita Líquida Operacional
69,2 M
97,0 M
72,9 M
Lucro Operacional Ebitda
2,8 M
1,1 M
2,5 M
Lucro Líquido
-11,8 M
-19,8 M
-11,7 M
Fonte: www.guiainvest.com.br
(18/11/2009)

Hotéis Othon S.A. / Anderson Lueders
A empresa Hotéis Othon S.A. apresenta uma visível estagnação em sua receita líquida. Nos idos de 2000, ela somou R$94,9 milhões, enquanto que, no último balanço anual, atingiu o total de R$96,9 milhões, com uma pequena variação significativamente inferior à inflação do período. Nesta década, não houve ano algum em que a companhia tenha conseguido apurar seu lucro líquido. Com isso, o patrimônio líquido, conforme divulgado no último balanço disponível para consulta no site da Bovespa, em 11 de setembro de 2009, referente até o primeiro semestre deste ano, está negativo em R$58,5 milhões (passivo a descoberto).
Com a cotação das ações preferenciais a R$0,60, o valor de mercado da empresa equivale a R$110,2 milhões. Seus indicadores fundamentalistas, conforme o site GuiaInvest, são Preço/Lucro (nos últimos 12 meses) de -6,2 e Preço/Valor Patrimonial de -0,31. A companhia custa o equivalente a 1,1 vezes o seu faturamento líquido de um ano. O indicador negativo Preço/Lucro sinaliza os prejuízos acumulados nos últimos 12 meses e o Preço/Valor Patrimonial, também negativo, demonstra que, caso todos os ativos da companhia fossem liquidados hoje, grosso modo, não seria suficiente sequer para pagar os passivos.
No entanto, apesar do histórico dos últimos dez anos, a companhia tem um valor de mercado superior a R$100 milhões. A cotação em centavos de suas ações certamente é um dos grandes motivadores para a escolha de diversos atuantes no mercado acionário, muito embora há de se ressaltar que isso, muitas vezes, não passa de uma mera ilusão e de uma escolha bastante arriscada, sem qualquer embasamento na análise fundamentalista.
Quando uma companhia tem prejuízos, é necessário visualizar se, ao menos, a operação corrente tem proporcionado lucratividade para que um dia o passivo possa ser quitado, invertendo o resultado. Grande parte do seu passivo decorre da inadimplência de tributos, que estão parcialmente parcelados pelo Refis – programa de parcelamento fiscal em condições vantajosas, como diminuição de multas e taxas de juros, além de prazos prolongados. Manter-se nesse programa representa uma grande diminuição do custo da dívida. Ocorre que a própria companhia alerta nas notas explicativas do último balanço divulgado que está e/ou esteve inadimplente com impostos federais correntes, o que pode acarretar a suspensão do parcelamento e tornar exigível a curto prazo uma dívida superior a R$150 milhões.
Além disso, em vários dos últimos trimestres nem sequer restaria o lucro operacional, mesmo se as despesas financeiras fossem expurgadas. Na eventualidade de haver algum ativo que estivesse contabilizado por um valor muito inferior ao de mercado, existiria uma oportunidade para o investidor. Caso esse ativo fosse vendido, haveria uma melhora da estrutura de capital e a realização de um grande lucro não operacional, importante para reduzir o passivo e possibilitar novos investimentos. Mas não se vislumbra isso nos balanços empresariais apresentados.
Por fim, o fato de a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 serem no Brasil/Rio de Janeiro, não aparentam ser suficientes para indicar que a companhia conseguirá sair da precária estrutura de capital. A empresa é recomendável, portanto, apenas aos investidores que não consideram importante o histórico de lucratividade de uma companhia, dando maior ênfase a critérios que considero menos confiáveis.

Autor(a): Adriano Koehler

http://www.revistainvestmais.com.br/smallcaps/554-Hoteis+Othon+SA+HOOT4.html

Alguém para defender a companhia na análise gráfica?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Noticia - ECOD3


BRASIL ECODIESEL

Noticias

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Biodiesel B20 pode ser uma realidade nas Olimpíadas de 2016
O uso do biodiesel B20 poderá ser viabilizado durante os Jogos Olímpicos de 2016. A decisão foi tomada entre representantes da Agência Nacional de Petróleo (ANP), da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) e de distribuidoras de combustível durante uma reunião nesta sexta-feira (9), na Secretaria de Transportes.
O combustível é uma mistura de 20% biodiesel com 80% do diesel tradicional, e polui menos o ambiente. A campanha pró-biodiesel começará nos Jogos Mundiais Militares, em 2011, e a Copa do Mundo, em 2014. O intuito é chamar a atenção do Comitê Olímpico Internacional (COI) para o Rio de Janeiro.
A reunião foi coordenada pela Agência Metropolitana de Transportes Urbanos (AMTU), que irá preparar uma carta-compromisso a ser assinada, até o fim deste mês, entre as empresas distribuidoras de combustível, montadoras e o Governo do Estado. Assim que for selado o acordo, os testes experimentais com o combustível terão início (Udop, SRZD, 8/09/08).

domingo, 22 de agosto de 2010

Brazilian Hospitality Group - Informacoes relevantes

http://www.mzweb.com.br/investtur/web/arquivos/BHG_goldentulip_pt.pdf

Investir em Hotelaria no Brasil

Investir em Hotelaria no Brasil

Por Diogo Canteras, dez 7, 2009

Ao emergir fortificado da crise financeira global, o Brasil apresenta, em contraste ao atual cenário econômico internacional, excelentes oportunidades de investimento, de maneira especial na área hoteleira.
Ao emergir fortificado da crise financeira global, o Brasil apresenta, em contraste ao atual cenário econômico internacional, excelentes oportunidades de investimento, de maneira especial na área hoteleira.
O Brasil é uma grande economia, com perspectivas em médio e longo prazos bastante animadoras e, de fato, talvez o momento seja único na história do país. Também é verdade, entretanto, que o Brasil tem características muito peculiares e fazer negócios no país não é fácil. Neste contexto, objetivamos com o artigo esclarecer de maneira ampla as especificidades do nosso mercado hoteleiro e a sua situação atual, para depois se falar de oportunidades de investimento.
O Diretor de Desenvolvimento de uma grande cadeia hoteleira internacional me dizia certa vez que não tinha dificuldades de fazer negócios em nenhum país da América Latina, mas que no Brasil era difícil.
O Brasil é geograficamente distante de todas as outras grandes economias do mundo, seu idioma é o Português, sendo que mesmo entre os homens de negócios poucos falam inglês com fluência. Além disso, durante mais de 15 anos, entre meados da década de 70 e o início dos anos 90, o país teve que fechar a sua economia, adotando uma política de auto-suficiência interna.
Esses fatores de isolamento, aliados ao fato de que o Brasil é uma economia relativamente grande, proporcionam as condições típicas para o desenvolvimento de uma cultura de negócios própria. Isso faz com que a concretização de investimentos no país requeira sempre muito estudo e paciência.
Charles MacKay, no seu livro “Ilusões Coletivas Extraordinárias e a Loucura das Multidões” muito acertadamente disse: “...Homens pensam em manada, enlouquecem em manada, e só recobram o bom senso devagar e um por um”. Ganhar dinheiro com hotelaria no Brasil é muito fácil, mesmo porque o desempenho dos hotéis é bastante previsível, mas é fundamental conhecer o mercado, ter paciência e, principalmente, questionar a “manada”.



A Economia Brasileira, a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016



É verdade que a economia brasileira tem melhorado muito nos últimos anos e que suas perspectivas são muito animadoras. Relativamente, entretanto, continua sendo muito menor do que a das grandes potências. O nosso PIB é pouco mais de 10% do PIB dos Estados Unidos e o negócio de hotéis no Brasil, dadas as características específicas do país, não ultrapassa 5% do que é nos Estados Unidos.
Também não há dúvida de que a Copa do Mundo de 2014, que se realizará em 12 cidades brasileiras, e a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro, são muito positivas para o Brasil. Para o negócio hoteleiro, entretanto, o que é realmente importante é o legado que será deixado por esses eventos: o “day after”, o quanto seremos capazes de aproveitá-los para aumentar a demanda hoteleira do país de forma permanente. Investir em um hotel só porque vão faltar quartos para as pessoas dormirem durante a Copa ou durante a Olimpíada é insensato. O que fazer com o hotel depois?




Construir novos hotéis ou investir na oferta já existente?




Muitas cidades brasileiras ainda sofrem a ressaca da super-oferta de flats, que fez com que o Brasil ainda hoje tenha diárias hoteleiras entre as mais baixas do mundo. Essas diárias ainda inviabilizam economicamente novos projetos na grande maioria das cidades. O gráfico seguinte apresenta o processo de recuperação de mercado da cidade de São Paulo, indicando quando, em média, devem aparecer as diversas oportunidades de investimento.


No gráfico, percebemos que há alguns anos (desde 2006) a grande oportunidade de investimento é a compra de ativos hoteleiros existentes. E mais recentemente (a partir de 2009) investir em reformas e renovação de hotéis também passou a fazer sentido. Já a construção de hotéis novos só deve ser viável dentro de alguns anos, quando a diária média da cidade tiver atingido um patamar semelhante ao que era no período anterior ao da super-oferta de flats.
Esse mesmo processo de recuperação ocorre em todos os outros destinos atingidos pelo fenômeno dos flats, que são a maioria das grandes cidades brasileiras. O que varia é o estágio de evolução no qual cada destino se encontra. Isso não significa que qualquer projeto novo no país nos próximos anos será inviável, mas sim que sua implementação requer mais cuidados e estudos precisos.



Brasil e seu Mercado de Turismo de Lazer


Entender a dinâmica do mercado de turismo de lazer brasileiro é fundamental antes de se tomar qualquer decisão de investimento.
O Brasil é distante dos principais mercados emissores do mundo, não dá para contar muito com os turistas internacionais. Nos últimos 10 anos, o fluxo de demanda externa tem se mantido estagnado em torno dos 5 milhões de visitantes/ano. E com a taxa de câmbio no patamar atual (1 US$ = 1,70R$) não é de se esperar que esse fluxo aumente muito, dado o encarecimento do produto turístico brasileiro.
De fato, os produtos hoteleiros em geral, e os de lazer em particular, são essencialmente focados no público brasileiro. Na verdade, com atual situação da taxa de câmbio, somos exportadores de mercado (do ponto de vista de fluxo de divisas, somos importadores de produtos turísticos estrangeiros). Estima-se que aproximadamente 2,5 milhões de residentes em território brasileiro viajam todo ano aos Estados Unidos e à Europa.
A figura seguinte apresenta uma comparação do nível de atratividade de cada produto turístico com o seu preço médio diário por pessoa:


Existe uma forte correlação entre nível de atratividade e preço, mas há um desequilíbrio introduzido pela atual taxa de câmbio, que beneficia fortemente os produtos dolarizados. Dessa maneira, viagens ao exterior e, principalmente, cruzeiros marítimos acabam ficando mais competitivos e ganham mercado, enquanto que os resorts do nordeste e outros produtos hoteleiros domésticos são prejudicados e perdem hóspedes.
No caso dos cruzeiros marítimos, esse benefício fez com que o número de pernoites tenha evoluído de 139 mil na temporada 2003/2004 para mais de 500 mil nesta última temporada (2008/2009), um crescimento médio anual superior a 20% ao longo dos últimos 5 anos. Esse número de pernoites equivaleria a 2.000 apartamentos de hotel ocupados a 70% durante um ano.
O mercado de turismo de lazer brasileiro tem crescido, impulsionado pela melhora da economia e pelo crescimento da classe média. No entanto, esse aumento tem beneficiado principalmente produtos turísticos do exterior, em virtude da melhor relação atratividade X preço apresentada pelos produtos dolarizados.
De qualquer maneira, em virtude desse crescimento do mercado de turismo de lazer brasileiro, parece existir uma boa oportunidade para um produto turístico doméstico de alta atratividade e baixo preço, que se beneficiaria da demanda hoje quase exclusiva do mercado de cruzeiros e resorts. A estruturação de um produto com essas características, entretanto, não é trivial.


Alternativas de Investimentos Hoteleiros no Brasil


As considerações anteriores nos permitem ter uma visão geral do mercado hoteleiro brasileiro e de suas peculiaridades, seja no segmento de hotéis urbanos, seja no segmento de lazer. As oportunidades de investimento são consequência direta dessas condições de mercado. Concretamente, algumas das opções que hoje se apresentam no país são:
Aquisição de ativos hoteleiros existentes e já operando nas cidades afetadas pela super-oferta de flats. Esses ativos podem ser hotéis, condo-hotéis ou mesmo empresas hoteleiras. Eles tendem a se valorizar com a recuperação dos mercados;
Investir em reforma e reposicionamento mercadológico de hotéis e condo-hotéis, principalmente tendo em vista os recursos que estão sendo negociados pelo Ministério do Turismo junto ao BNDES para esse propósito;
Evidentemente, a composição das duas alternativas anteriores faz sentido, ou seja, comprar ativos hoteleiros existentes para reformá-los e reposicioná-los no mercado;
Em alguns mercados específicos e para alguns nichos de mercado, principalmente no segmento econômico, vale a pena considerar a construção de hotéis novos. De maneira geral, entretanto, de cada 10 projetos analisados pela HVS nos últimos meses 7 ainda são inviáveis economicamente;
O desenvolvimento de produtos de lazer para a classe média, de alta atratividade e baixo custo, atuando no mesmo mercado que os cruzeiros e resorts, pode ser uma oportunidade interessante;
Finalmente, desenvolver produtos para brasileiros em países vizinhos, como a Argentina e, principalmente, o Paraguai, que se beneficiam da baixa taxa de câmbio do Brasil, também pode ser uma alternativa de investimento interessante e funcionar como uma estratégia complementar de investimento.
Para todas as alternativas, valem as observações iniciais deste artigo: o Brasil é um país com uma cultura de negócios própria e que apresenta boas oportunidades.
No Brasil existem investidores que depois de imobilizar muito dinheiro no seu hotel concluem que ele vale apenas uma fração daquilo que foi investido. Existem fundos de pensão que amargam milhões de perdas operacionais todos os meses em seus resorts. Ao mesmo tempo, entretanto, existem resorts rentáveis e que fazem dinheiro consistentemente todos os anos e fundos de investimento em hotelaria que rendem mais de 25% ao ano para os seus cotistas. As oportunidades existem, aproveitá-las implica em entender com profundidade o mercado e em “fazer a lição de casa” com diligência.

BHG, da GP, planeja ser a BR Malls da hotelaria

exame/ negócios


BHG, da GP, planeja ser a BR Malls da hotelaria
Empresa resultante da fusão entre a LA Hotels e a Invest Tur quer seguir a estratégia de aquisições comum a companhias controladas pela GP Investimentos

Divulgação
Peter Vader, presidente da BHG, terceira maior rede de hotéis do Brasil



A indústria hoteleira brasileira é muito fragmentada. Segundo estudo da consultoria Jones Lang LaSalle, cerca de 60% dos 7.000 hotéis e pousadas espalhadas pelo país não estão nas mãos de grandes redes. Esse cenário cria oportunidades para uma rápida consolidação no setor, segundo Peter Vader, presidente da Brazil Hospitality Group, a terceira maior rede de hotéis do país. A empresa, controlada pelo fundo de private equity GP Investimentos, possui cerca de 5.000 quartos - a maioria leva a bandeira Tulip. Os planos de crescimento incluem uma estratégia agressiva de aquisições e a conquista de contratos para a administração de hotéis de terceiros. "A estratégia é parecida com a da BR Malls no setor de shoppings", diz ele em entrevista à gestora de recursos Rio Bravo, que não investe nas ações da BHG.
Veja também
Rede de hotéis Blue Tree procura um sócio


A rede nasceu da fusão de outras duas empresas do setor de turismo: a Latin America Hotels, que já era da GP, e a Invest Tur, que fez uma oferta de ações em 2007 com o objetivo de se tornar uma das líderes em resorts no Brasil. Com a fusão, boa parte dos planos da Invest Tur foram deixados de lado. Agora a estratégia da empresa é comprar hotéis em cidades fortes em negócios - se antecipando ao provável crescimento do setor até a Copa de 2014. De preferência, hotéis de três, quatro ou cinco estrelas com flexibilidade para mudar de categoria de acordo com o momento da economia. Veja abaixo o ranking das maiores cadeias de hotéis do Brasil e os principais trechos da entrevista:
Pergunta - A BHG planeja consolidar a indústria hoteleira assim como a BR Malls fez no setor de shoppings? Essa é uma boa comparação?
Peter Vader - A estratégia é parecida. Obviamente que a área de shoppings é menos fragmentada do que a hoteleira porque há vários grupos com investimentos em vários shoppings. Na indústria hoteleira, temos boas oportunidades de consolidação. Achamos que muitos hotéis familiares têm problemas. O fundador consegue viver bem do hotel, mas depois vêm os netos e são 10 pessoas que precisam viver bem com a renda dos hotéis. Isso vai tirar o caixa do hotel, vai se traduzir em manutenção um pouco mais fraca ou uma modernização mais tardia. Então esta oportunidade vai se apresentar para nós.
Pergunta - A maioria dos hotéis da BHG está em São Paulo e no Rio. Vocês acabaram de anunciar aquisições em Porto Alegre, Salvador e Recife. Como é que a BHG planeja essas aquisições? A ideia é ser uma empresa com escopo nacional ou ter o maior número de hotéis em algumas poucas capitais?
Vader - Nosso foco principal é o turismo de negócios. Procuramos nos colocar nos lugares onde há negócios. Compramos um hotel em Angra dos Reis que não é um resort, mas trabalha principalmente com clientes corporativos que atuam no setor de petróleo e energia nuclear. Como São Paulo é a capital dos negócios do Brasil, obviamente haverá mais hotéis em São Paulo do que em outras cidades que têm menos negócios. (Continua)

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